domingo, 8 de março de 2009

O poente se dedica ao poema

A Ines Motta









O poema claudicante, eu confesso
A não alcançar a vida em seu mister
É incapaz decalque e se faz verso
Não imagina o que não poderia ser.

É só um fraco, tenue arborescer
Se em meio ao vital verde da relva
Fagulha diante de tão vistosa alva
É astro-rei que se priva de nascer.

Iluminura frente ao brilho de cinema
Por fraco luzir o nasciturro se condena
Ao limbo eterno de um quase fenecer

Não fosse o bardo invadir de pronto a cena
Tal qual heroe da Batalha de Alcacer-Kibir
E dedicar o lusco do poente ao tal poema.

2 comentários:

LirÓ CarneirO disse...

Como é prazeroso ler deste poeta os poemas ! Como se aprende a escrever melhor e até a inspiração fica mais aguçada ao ler tais versos... Parabéns sempre, GRANDE POETA ! Lindo, lindo, lindO...

Ines Motta disse...

Meu querido amigo!
Que poema lindo!
E quanta honra vê-lo dedicado a mim! Fiquei emocionada!
Muito obrigada.
Um beijo!

Evoé!

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Ricardo Sant'Anna Reis 21.9170-9004

Ricardo Sant'Anna Reis  21.9170-9004
"rondava a rosa à poesia pelos jardins das flores tanto mais diversa a rosa quanto mais forem os amores". Sociólogo, poeta e editor, publiquei em antologias e recebi alguns premios literários. Tenho dois livros: "Diario da Imperfeita Natureza" e "Derradeiro Prelúdio" (no prelo). Pretendo aqui interagir com voce sobre poesia ou qualquer outro assunto relevante.

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