segunda-feira, 19 de maio de 2008

A Minha Canção do Exílio



Ah, a minha pátria sem palmeiras
onde eu pudesse sonhar
esta pátria, como um rio

Como um monte verde, um cio
chuva intensa a estiar
Ah, pátria minha que me agride

Mas ensina-me a evitar a morte
na permanência e na poeira
a minha pátria é rasteira

E eu? sou mais um cristão sem sorte
no corpo da minha pátria
carpindo, carpindo,
eu faço brotar o grão

A minha pátria é o beijo da mulher
que me ativa e alimenta, saliva feita de vinho

boca com gosto de pão
corpo, mente, peito forte
meus pés cravados no chão.

Um comentário:

Ricardo Sant´Anna Reis disse...

Belo texto ,parabéns poeta!!
Enviado por demetrioluzartes em 29/10/2007 19:12
para o texto: MINHA CANÇÃO DO EXÍLIO

Evoé!

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Ricardo Sant'Anna Reis 21.9170-9004

Ricardo Sant'Anna Reis  21.9170-9004
"rondava a rosa à poesia pelos jardins das flores tanto mais diversa a rosa quanto mais forem os amores". Sociólogo, poeta e editor, publiquei em antologias e recebi alguns premios literários. Tenho dois livros: "Diario da Imperfeita Natureza" e "Derradeiro Prelúdio" (no prelo). Pretendo aqui interagir com voce sobre poesia ou qualquer outro assunto relevante.

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