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A rede já não balançava.
Era sexo selvagem de fato:
O índio dormiu no ato.
A índia, que estava animada
Ficou há ver navios no longe.
Esperava os marujos louros.
E enquanto não chegavam
Aqueles tais holandeses
Dava-se, assim mesmo
Aos portugueses
Mas só pensava nos mouros.
Olhando ao longe o navio
Sentiu-se bem excitada.
Avistou um mastro enorme.
Nadou pelo mar, a galope.
Fogoso é o tempo que urge
E se fartou com o marujo.
Agora, a pobre indiazinha
Só vive na praia acenando
Prá todo barquinho que surge!
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