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Esperai, sinceros poetas!
Não demora o lírico encontro
entre o belo e o devaneio
entre a sede e a saciedade
entre a essência e o floreio.
Esperai, céleres poetas!
Não tarda assistir-se
ao sacrifício da rima;
nem a subir-se morro à cima
e em fortuna funesta
atirar-se do penhasco.
Esperai, poetas da cidade!
Pelo dia que não custa
em que, drummodianamente
em farra honesta, a poesia
liberte-se da vaidade.
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