sábado, 10 de maio de 2008

poemeto sobre o amar



O amor quando acontece
pode ter a genética
de um tornado
arrasador e insólito.

Mas o há aquele que amarelece
no sorriso tímido do rapaz
e o que no esperar da moça
empoeira-se.

O que poderá de ser
de um acontecimento
mesmo acentuado e forte
com um tal sentir de gosto...
e que inda por ser assim
é de tal fragilidade
que nasce musgueando
pelos cantos nas ruas
nos becos da cidade
na relva triste das tundras
no charco raso das várzeas
e que toma de tudo conta
como hera de parede?

É preciso proteger
um tal sentimento
do impiedoso jardineiro
senhor da razão do condado
que mora num estóico rancho
no fundo do bosque sombrio
e quando vem a lume
vem aparar as ramagens novas
de um coração descuidado.

Um comentário:

Ricardo Sant´Anna Reis disse...

do orkut..

Bettina:
Como sempre , achei lindo , amei o poemeto sobre o amar Ricardo. Embeleza como um arco íris.
beijos.

Lúcia:
Amei o poemeto sobre o amar Ricardo. Lindo!!!

Evoé!

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Ricardo Sant'Anna Reis 21.9170-9004

Ricardo Sant'Anna Reis  21.9170-9004
"rondava a rosa à poesia pelos jardins das flores tanto mais diversa a rosa quanto mais forem os amores". Sociólogo, poeta e editor, publiquei em antologias e recebi alguns premios literários. Tenho dois livros: "Diario da Imperfeita Natureza" e "Derradeiro Prelúdio" (no prelo). Pretendo aqui interagir com voce sobre poesia ou qualquer outro assunto relevante.

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