quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

LINGUISTICA


A poesia é proverbial
e de grande serventia
por explicar a afeição
e dotar de asas a rebeldia
por aquilatar o que se vê
e dar valor ao que se cria.

O amor, só se entende
longe da monotonia
e o poeta tem por ofício
recolher a tais emoções;
tanto que dos confins da terra
vai aos céus, atrás de musas quietas
em busca da parceria
das airadas marias
sejam elas mulheres belas
sejam feias ou etéreas
e, ainda, aquela tão linda
que por augusta passeia
num mafuá de província
em roda, no carrossel.

A mulher por mais que seja triste
mirrada ou pequena
é musa e tem o seu vate
que a proclama em poema.

Ele, andarilho, vem
da região do encanto
verter-lhe o sumo da vida
trazendo o amor por dístico.

É por isto que a poesia
em tudo que fala, amplia
faz de um simples beijo
um verso, algo assim muito mais
do que corpo
do que sexo
do que lânguido
algo, por assim dizer
— lingüístico.

Um comentário:

LIRÓZINHA CARNEIRO disse...

Não me farto de ler-te , poeta querido...em cada poema teu, mais eu aprendo e mais desejo aprender ...O arquivo da tua memória guarda palavras lindas de sentidos mais lindos ainda...
Desejo que a tua inspiração seja tão fértil qto a nossa terra !
um beijo e obrigada pelo prazer de entrar em teu blog epoder comentar...

Evoé!

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Ricardo Sant'Anna Reis 21.9170-9004

Ricardo Sant'Anna Reis  21.9170-9004
"rondava a rosa à poesia pelos jardins das flores tanto mais diversa a rosa quanto mais forem os amores". Sociólogo, poeta e editor, publiquei em antologias e recebi alguns premios literários. Tenho dois livros: "Diario da Imperfeita Natureza" e "Derradeiro Prelúdio" (no prelo). Pretendo aqui interagir com voce sobre poesia ou qualquer outro assunto relevante.

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