sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Pífaro

se te sei como o sumo
da secreta semente
germinada

no fundo do fundo do corpo
plantada como
a florescência do ser.

e se te sei ao tocar-te
ou é tu que me flauteias o falo
sonoro pífaro de ardor
que grito e calo.

e se é tu que cavalgas
em mim, em pêlo
o prazer das paixões antigas
e hodiernas.

e se tremes toda transfendida
o deleite em intervalos
de seguir e morrer
neste apuro que te desce
pelas pernas
simulacro de dor
sem fim e sem começo...

ah, querida, amor
é assim que mais te quero
e inda mais te reconheço.

3 comentários:

Nadia Gal Stabile disse...

...que linnnndddooo!!! agora começo a entender com "tremores"...o que é de verdade ser poeta, artoista neste mundo cheio de rumores sem nexo!
agradeço muito!
abração.....custo a entender...mas quando entendo nunca mais esqueço!!rsrssssssssssssssss
Nadia

Nadia Gal Stabile disse...

está belíssimo este blog!! PARABÉNS!!

Nadia Gal Stabile disse...

coloquei esta postagem no blog do SARAU PARA TODOS, agradeço!

Evoé!

Saiba que a sua visita e o seu comentario dão sentido a este espaço, que alem de divulgar poemas, quer conversar sobre a vida. Esteja em sua casa.

Ricardo Sant'Anna Reis 21.9170-9004

Ricardo Sant'Anna Reis  21.9170-9004
"rondava a rosa à poesia pelos jardins das flores tanto mais diversa a rosa quanto mais forem os amores". Sociólogo, poeta e editor, publiquei em antologias e recebi alguns premios literários. Tenho dois livros: "Diario da Imperfeita Natureza" e "Derradeiro Prelúdio" (no prelo). Pretendo aqui interagir com voce sobre poesia ou qualquer outro assunto relevante.

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