mulher como musa, para líricos devaneios
insólita e a crua, a mulher linda e a feia
a que sobre pernas, passeia
na avenida, à beira-mar
as desnudas, consumidas
em bancas de jornais
as de beleza intacta, as espinhentas
como mandacaru
mulheres de hoje e as de ontem
Eva Nil, Frida Khallo e Pagú
Deus e o Diabo disputam
a infinita proeza desta criação
a mulher que no olhar se amadura
a que no corpo incendeia
toda e qualquer mulher
é promessa de beleza
é sentimento que desabrocha
semeadura primordial
pitonisa, torre de marfim
Sacre Couer de Marie
ambivalência orgástica
e a mais intensa solidão
não me dirá a psicologia
nem tampouco a vã filosofia
pois acima de toda a ciência
a mulher dos outros
e a mulher minha
reluz a tua anatomia
és de novo e desde sempre
pertinência, poema de todo um povo
vera musa da paixão
Penélope de um tempo novo
mulher, toda promissão.
insólita e a crua, a mulher linda e a feia
a que sobre pernas, passeia
na avenida, à beira-mar
as desnudas, consumidas
em bancas de jornais
as de beleza intacta, as espinhentas
como mandacaru
mulheres de hoje e as de ontem
Eva Nil, Frida Khallo e Pagú
Deus e o Diabo disputam
a infinita proeza desta criação
a mulher que no olhar se amadura
a que no corpo incendeia
toda e qualquer mulher
é promessa de beleza
é sentimento que desabrocha
semeadura primordial
pitonisa, torre de marfim
Sacre Couer de Marie
ambivalência orgástica
e a mais intensa solidão
não me dirá a psicologia
nem tampouco a vã filosofia
pois acima de toda a ciência
a mulher dos outros
e a mulher minha
reluz a tua anatomia
és de novo e desde sempre
pertinência, poema de todo um povo
vera musa da paixão
Penélope de um tempo novo
mulher, toda promissão.
Um comentário:
Agradeço em nome de todas as mulheres, as que leram e as que não puderam ler este poema. Agradeço a sua sensibilidade masculida em lidar com a delicada natureza feminina. Lindíssimo poema. Parabéns !
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