quarta-feira, 8 de julho de 2009

POÉTICA DA DOR DE AMOR


A dor, como se me assalta,
Ao cabo de toda sorte,
Renova-se, plena, excruciante,
Criadora cabal do meu sentido sobrante.

O amor, ah o amor no meu peito residente
Como esta dor toda fundante...

Inda quando tão casto se esvai,
Ao abandono do ser, ao olvido,
Ao infeliz desterro no âmago

Limbo desprovido que se me torna.

Um comentário:

telmacosta disse...

Quanto mais te leio mais te quero ler. Quanto mais degusto de suas linhas mais te admiro. Quanto mais embarco em suas vírgulas, pontos e pausas, mais me resta a certeza inexorável: és um grande poeta, Ricardo. Porque tens a alma grande e nobre, cultura e recolhimento, percepção do ser-humano e acolhimento.
Obrigada por esse poema.

Evoé!

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Ricardo Sant'Anna Reis 21.9170-9004

Ricardo Sant'Anna Reis  21.9170-9004
"rondava a rosa à poesia pelos jardins das flores tanto mais diversa a rosa quanto mais forem os amores". Sociólogo, poeta e editor, publiquei em antologias e recebi alguns premios literários. Tenho dois livros: "Diario da Imperfeita Natureza" e "Derradeiro Prelúdio" (no prelo). Pretendo aqui interagir com voce sobre poesia ou qualquer outro assunto relevante.

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