
A dor, como se me assalta,
Ao cabo de toda sorte,
Renova-se, plena, excruciante,
Criadora cabal do meu sentido sobrante.
O amor, ah o amor no meu peito residente
Como esta dor toda fundante...
Inda quando tão casto se esvai,
Ao abandono do ser, ao olvido,
Ao infeliz desterro no âmago
Limbo desprovido que se me torna.
Um comentário:
Quanto mais te leio mais te quero ler. Quanto mais degusto de suas linhas mais te admiro. Quanto mais embarco em suas vírgulas, pontos e pausas, mais me resta a certeza inexorável: és um grande poeta, Ricardo. Porque tens a alma grande e nobre, cultura e recolhimento, percepção do ser-humano e acolhimento.
Obrigada por esse poema.
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