
Sobre o morrer, sabe o cisne
que em seu ultimo canto, volteia
ávido, ativo ou grasnando
como um ganso, incompletudes
do entendimento sobre a vida.
E assim, para nunca mais!
O que houver de ser da vida, será!
Como cisne ou como ganso,
há de morrer, sem sentir, o amor;
há de ser esganado no remanso de um lago
à debater-se um segundo. Não mais.
E tudo estará terminado
a par de todo sagrado suor
de todas as eternas juras
e do tempo que transcendia
em sintese
e que agora estará mudo.
Já não importa o silencio
fortuito e vão
e que o amor fosse imenso.
Resta anulada ave de mentiras
e todos os seus aís.
É tudo e nada no manso lago...
Fica apenas a impressão
e a lembrança
revolvendo o fundo do lodo,
- e os olhos semi-cerrados
da menina que marcava passos
e tinha sorrisos jambicos,
ao som do baião que vem
debaixo do barro do chão
da pista onde se dança.
Nada mais!
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